sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

É o que também penso!



Leonardo Boff: Joaquim Barbosa não honra a Justiça

Leonardo Boff diz que, da estátua que representa a Justiça, Joaquim Barbosa ficou sem as vendas porque não foi imparcial, aboliu a balança porque ele não foi equilibrado, e só usou a espada para punir mesmo contra os princípios do direito

leonaardo boff joaquim barbosa
O escritor e filósofo Leonardo Boff (Arquivo)
O filósofo e teólogo Leonardo Boff criticou a postura de Joaquim Barbosa, presidente do STF diante da condução das prisões dos condenados na AP 470. Segundo ele, a vontade de condenar e de atingir o PT foi maior do que os princípios do direito.

Uma justiça sem venda, sem balança e só com a espada?

Leonardo Boff
Tradicionalmente a Justiça é representada por uma estátua que tem os olhos vendados para simbolizar a imparcialidade e a objetividade; a balança, a ponderação e a equidade; e a espada, a força e a coerção para impor o veredito.
Ao analisarmos o longo processo da Ação Penal 470 que julgou os envolvidos na dita compra de votos para os projetos do governo do PT, dentro de uma montada espetacularização mediática, notáveis juristas, de várias tendências, criticaram a falta de isenção e o caráter político do julgamento.
Não vamos entrar no mérito da Ação Penal 470 que acusou 40 pessoas. Admitamos que houve crimes, sujeitos às penas da lei.
Mas todo processo judicial deve respeitar as duas regras básicas do direito: a pressunção da inocência e, em caso de dúdiva, esta deve favorecer o réu.
Em outras palavras, ninguém pode ser condenado senão mediante provas materiais consistentes; não pode ser por indícios e ilações. Se persistir a dúvida, o réu é beneficiado para evitar condenações injustas. A Justiça como instituição, desde tempos imemoriais, foi estatuída extamente para evitar que o justiciamento fosse feito pelas próprias mãos e inocentes fossem injustamente condenados mas sempre no respeito a estes dois princípios fundantes.

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Parece não ter prevalecido, em alguns Ministros de nossa Corte Suprema esta norma básica do Direito Universal. Não sou eu quem o diz mas notáveis juristas de várias procedências. Valho-me de dois de notório saber e pela alta respectabilidade que granjearam entre seus pares. Deixo de citar as críticas do notável jurista Tarso Genro por ser do PT e Governador do Rio Grande do Sul.
O primeiro é Ives Gandra Martins, 88 anos, jurista, autor de dezenas de livros, Professor da Mackenzie, do Estado Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra. Politicamente se situa no pólo oposto ao PT sem sacrificar em nada seu espírito de isenção. No da 22 de setembro de 2012 na FSP numa entrevista à Mônica Bérgamo disse claramente com referência à condenação de José Direceu por formação de quadrilha: todo o processo lido por mim não contem nenhuma prova. A condenação se fez por indícios e deduções com a utilização de uma categoria jurídica questionável, utilizada no tempo do nazismo, a “teoria do domínio do fato.” José Dirceu, pela função que exercia “deveria saber”. Dispensando as provas materiais e negando o princípio da presunção de inocência e do “in dubio pro reo”, foi enquadrado na tal teoria. Claus Roxin, jurista alemão que se aprofundou nesta teoria, em entrevista à FSP de 11/11/2012 alertou para o erro de o STF te-la aplicado sem amparo em provas. De forma displicente, a Ministra Rosa Weber disse em seu voto:” Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”. Qual literatura jurídica? A dos nazistas ou do notável jurista do nazismo Carl Schmitt? Pode uma juiza do Supremo Tribunal Federal se permitir tal leviandade ético-jurídica?
Gandra é contundente: “Se eu tiver a prova material do crime, não preciso da teoria do domínio do fato para condenar”. Essa prova foi desprezada. Os juízes ficaram nos indícios e nas deduções. Adverte para a “monumental insegurança jurídica” que pode a partir de agora vigorar. Se algum subalterno de um diretor cometer um crime qualquer e acusar o diretor, a este se aplica a “teoria do domínio do fato” porque “deveria saber”. Basta esta acusação para condená-lo.
Outro notável é o jurista Antônio Bandeira de Mello, 77, professor da PUC-SP na mesma FSP do dia 22/11/2013. Assevera:”Esse julgamento foi viciado do começo ao fim. As condenações foram políticas. Foram feitas porque a mídia determinou. Na verdade, o Supremo funcionou como a longa manus da mídia. Foi um ponto fora da curva”.
Escandalosa e autocrática, sem consultar seus pares, foi a determinação do Ministro Joaquim Barbosa. Em princípio, os condenados deveriam cumprir a pena o mais próximo possível das residências deles. “Se eu fosse do PT” – diz Bandeira de Mello – “ou da família pediria que o presidente do Supremo fosse processado. Ele parece mais partidário do que um homem isento”.
Escolheu o dia 15 de novembro, feriado nacional, para transportar para Brasília, de forma aparatosa num avião militar, os presos, acorrentados e proibidos de se comunicar. José Genuino, doente e desaconselhado de voar, podia correr risco de vida.
Colocou a todos em prisão fechada mesmo aqueles que estariam em prisão semi-aberta. Ilegalmente prendeu-os antes de concluir o processo com a análise dos “embargos infringentes”.
animus condemnandi (a vontade de condenar) e de atingir letalmente o PT é inegável nas atitudes açodadas e irritadiças do Ministro Barbosa. E nós tivemos ainda que defendê-lo contra tantos preconceitos que de muitas partes ouvimos pelo fato de sua ascendência afrobrasileira. Contra isso afirmo sempre: “somos todos africanos” porque foi lá que irrompemos como espécie humana. Mas não endossamos as arbitrariedades deste Ministro culto mas raivoso. Com o Ministro Barbosa a Justiça ficou sem as vendas porque não foi imparcial, aboliu a balança porque ele não foi equilibrado. Só usou a espada para punir mesmo contra os princípios do direito. Não honra seu cargo e apequena a mais alta instância jurídica da Nação.
Ele, como diz São Paulo aos Romanos: “aprisionou a verdade na injustiça”(1,18). A frase completa do Apóstolo, considero-a dura demais para ser aplicada ao Ministro

Ainda bem...


Ainda bem que o coração da gente não pulsa dentro do cérebro!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ACORDEI DE MADRUGADA...

 ACORDEI DE MADRUGADA...

Acordei na madrugada e o sono foi embora...prova de Inglês e outros pensamentos na cabeça. Comecei a pensar, não sei por que, na questão do livre arbítrio. Cheguei à conclusão que só amando muito para criar um ser e lhe dar esse presente. Eu acredito em Deus. Não de uma forma bonitinha e organizada por alguma religião ou doutrina, acredito do meu jeito, meio bagunçado , mas acredito! 

Nós não temos como escolher algumas coisas em nossas vidas. Essas “coisas” serão nossas marcas durante toda nossa existência aqui na Terra. Elas vão fazer parte do que nos define, mas não terão o poder de nos determinar. A não ser, é claro, que não usemos o nosso presente: o livre arbítrio. Teve um professor da UFC, que não sei o nome, ele disse o seguinte: “ o destino existe, basta que você não faça nada!”.

Então, nosso nome, nossos pais, o lugar em que nascemos e o que seremos criados, além das influências e experiências que teremos em nossos primeiros anos de vida, são fatos inexoráveis.  Não temos como controlar nenhuma dessas fazes,  elas nos são totalmente alheias, escolhidas e definidas por terceiros. Nisso, somos todos iguais e, portanto, partimos do mesmo ponto.

No entanto, chega um dia em que reconhecemos em nós uma coisa chamada “Consciência” (que para mim nada mais é que a voz de Deus – lembrando sempre que to falando do Deus desorganizado em que acredito! ). Nesse dia tudo muda. Acontece uma revolução que muda todos os nossos sentidos e nossa forma de ver e viver o mundo. Talvez esse seja o verdadeiro nascer do “SER”. Se você até hoje ainda não sentiu nada parecido com uma sensação de “porque que eu to nessa?”, e já tem mais de 18 anos, me perdoe, mas você ainda não nasceu.

Não há como pensar em liberdade sem consciência.

Se você faz escolhas o tempo todo, mas sempre acredita que é uma vítima de tudo e de todos, será que não tem algo errado nessa forma de pensar?

Vamos refletir, perguntando e buscando as respostas:

Quantos anos eu tenho?
Eu sei ler?
Eu trabalho e pago minhas contas?
Com quem eu moro?

Outras perguntas:

Eu me alimento pensando apenas no prazer de comer ou escolho, também, o que meu corpo precisa para ser saudável?
Os amigos que eu tenho me levam a ver e ouvir o que? Isso me faz feliz?
Quantos livros eu li nos últimos anos?
Quantos novos lugares e pessoas eu conheci?
Eu passo muito tempo vendo TV? Que tipo de programa e qual a mensagem desses programas que assisto?
Eu alimento meu espírito com o que?
Eu estou satisfeito(a) com a minha?
Tem alguma coisa que eu queria fazer e não faço porque não tenho tempo ou dinheiro?
Quantas palavras eu tenho no meu vocabulário?

Mais perguntas:

Quantas pessoas eu conheço que cresceram, estudaram e se alimentaram nas mesmas condições que eu?
Elas estão iguais a mim?
Quantas estão em condições diferentes (melhor ou pior que eu)?
O que eu acho que eles fizeram de diferente para ter os resultados que têm?
Esquecendo a crença em carma e vidas passadas, ou apenas deixando de lado por enquanto, as escolhas que eu faço HOJE estão coerentes com o caminho que quero seguir?
Eu sei qual o caminho quero seguir?
Há coerência entre meus hábitos e minhas crenças?


Perguntas meio estranhas:

Será que Deus não vai com minha cara?
Será que ele fez um mundo cheio de opções, e só para me sacanear não deixa que nada na minha vida dê certo?
Porque será que eu me acho tão importante a ponto de pensar que Deus, tendo tanto o que fazer – porque ele nem sequer dorme  – tirou um tempo só para evitar que as coisas boas aconteçam justamente na MINHA vida!?


Você acha possível pensar sobre as respostas para algumas (nem precisa responder tudo),  dessas perguntas e ainda assim continuar acreditando que nossa vida é pura fatalidade. Será que não tem, pelo menos um pouquinho de nossa responsabilidade (não é culpa, é responsabilidade), nesses resultados?

Detalhe: você é vítima de quem mesmo?

Sinceramente, se for realmente tudo por conta de Deus, me perdoem, mas então esse Deus aí, é mesmo um sacana!

De fato, algumas coisas não podemos mudar (pelo menos eu, Lílian Cass, não posso) :

O tempo (eu não tenho como negociar com o tempo)
A natureza (sempre terá sol, chuva, frio, calor, desastres naturais, etc)
Os outros

Somente em mim eu tenho o PODER de mudar algo. E somente EU posso desejar e decidir mudar, ou não...

Só relembrando, eu acredito em Deus! Acredito tanto, que não tenho dúvidas da participação Dele em nossas vidas e como Ele (inúmeras vezes) nos salva das encrencas em que entramos...


Pra quê que eu fui perder o sono, meu Deus, pra quê J