quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ACORDEI DE MADRUGADA...

 ACORDEI DE MADRUGADA...

Acordei na madrugada e o sono foi embora...prova de Inglês e outros pensamentos na cabeça. Comecei a pensar, não sei por que, na questão do livre arbítrio. Cheguei à conclusão que só amando muito para criar um ser e lhe dar esse presente. Eu acredito em Deus. Não de uma forma bonitinha e organizada por alguma religião ou doutrina, acredito do meu jeito, meio bagunçado , mas acredito! 

Nós não temos como escolher algumas coisas em nossas vidas. Essas “coisas” serão nossas marcas durante toda nossa existência aqui na Terra. Elas vão fazer parte do que nos define, mas não terão o poder de nos determinar. A não ser, é claro, que não usemos o nosso presente: o livre arbítrio. Teve um professor da UFC, que não sei o nome, ele disse o seguinte: “ o destino existe, basta que você não faça nada!”.

Então, nosso nome, nossos pais, o lugar em que nascemos e o que seremos criados, além das influências e experiências que teremos em nossos primeiros anos de vida, são fatos inexoráveis.  Não temos como controlar nenhuma dessas fazes,  elas nos são totalmente alheias, escolhidas e definidas por terceiros. Nisso, somos todos iguais e, portanto, partimos do mesmo ponto.

No entanto, chega um dia em que reconhecemos em nós uma coisa chamada “Consciência” (que para mim nada mais é que a voz de Deus – lembrando sempre que to falando do Deus desorganizado em que acredito! ). Nesse dia tudo muda. Acontece uma revolução que muda todos os nossos sentidos e nossa forma de ver e viver o mundo. Talvez esse seja o verdadeiro nascer do “SER”. Se você até hoje ainda não sentiu nada parecido com uma sensação de “porque que eu to nessa?”, e já tem mais de 18 anos, me perdoe, mas você ainda não nasceu.

Não há como pensar em liberdade sem consciência.

Se você faz escolhas o tempo todo, mas sempre acredita que é uma vítima de tudo e de todos, será que não tem algo errado nessa forma de pensar?

Vamos refletir, perguntando e buscando as respostas:

Quantos anos eu tenho?
Eu sei ler?
Eu trabalho e pago minhas contas?
Com quem eu moro?

Outras perguntas:

Eu me alimento pensando apenas no prazer de comer ou escolho, também, o que meu corpo precisa para ser saudável?
Os amigos que eu tenho me levam a ver e ouvir o que? Isso me faz feliz?
Quantos livros eu li nos últimos anos?
Quantos novos lugares e pessoas eu conheci?
Eu passo muito tempo vendo TV? Que tipo de programa e qual a mensagem desses programas que assisto?
Eu alimento meu espírito com o que?
Eu estou satisfeito(a) com a minha?
Tem alguma coisa que eu queria fazer e não faço porque não tenho tempo ou dinheiro?
Quantas palavras eu tenho no meu vocabulário?

Mais perguntas:

Quantas pessoas eu conheço que cresceram, estudaram e se alimentaram nas mesmas condições que eu?
Elas estão iguais a mim?
Quantas estão em condições diferentes (melhor ou pior que eu)?
O que eu acho que eles fizeram de diferente para ter os resultados que têm?
Esquecendo a crença em carma e vidas passadas, ou apenas deixando de lado por enquanto, as escolhas que eu faço HOJE estão coerentes com o caminho que quero seguir?
Eu sei qual o caminho quero seguir?
Há coerência entre meus hábitos e minhas crenças?


Perguntas meio estranhas:

Será que Deus não vai com minha cara?
Será que ele fez um mundo cheio de opções, e só para me sacanear não deixa que nada na minha vida dê certo?
Porque será que eu me acho tão importante a ponto de pensar que Deus, tendo tanto o que fazer – porque ele nem sequer dorme  – tirou um tempo só para evitar que as coisas boas aconteçam justamente na MINHA vida!?


Você acha possível pensar sobre as respostas para algumas (nem precisa responder tudo),  dessas perguntas e ainda assim continuar acreditando que nossa vida é pura fatalidade. Será que não tem, pelo menos um pouquinho de nossa responsabilidade (não é culpa, é responsabilidade), nesses resultados?

Detalhe: você é vítima de quem mesmo?

Sinceramente, se for realmente tudo por conta de Deus, me perdoem, mas então esse Deus aí, é mesmo um sacana!

De fato, algumas coisas não podemos mudar (pelo menos eu, Lílian Cass, não posso) :

O tempo (eu não tenho como negociar com o tempo)
A natureza (sempre terá sol, chuva, frio, calor, desastres naturais, etc)
Os outros

Somente em mim eu tenho o PODER de mudar algo. E somente EU posso desejar e decidir mudar, ou não...

Só relembrando, eu acredito em Deus! Acredito tanto, que não tenho dúvidas da participação Dele em nossas vidas e como Ele (inúmeras vezes) nos salva das encrencas em que entramos...


Pra quê que eu fui perder o sono, meu Deus, pra quê J

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