quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Apenas frases...

O melhor coadjuvante também ganhar Oscar!

Se errar é humano, acertar é o que, uma anomalia?

Eu penso que a frase que diz que somos a imagem e semelhança de Deus está incompleta. Completa, ela seria assim: somos a imagem e semelhança de Deus...e do Diabo! Todo mundo só quer parecer com Deus, mas passa a maior parte da vida agindo e sentindo como o Diabo.

Sensação estranha de não pertencer...


Quando decido amar a mim mesma, o “próximo” diz que estou sendo egoísta. Mas não disseram que tínhamos que amar o “próximo” como a “si” mesmo? Como isso é possível se o “próximo” não deixa que eu exerça o direito de me amar?

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Esquecível ou Inesquecível


O que você prefere ser na vida de alguém? Aposto que a primeira resposta que vem a nossa cabeça é: inesquecível, claro!

Eu pensava assim também, mas depois pensei sobre o assunto,e pensei, pensei, pensei...então decidi que não penso mais assim. Hoje, descobri que quero mesmo é ser esquecível na vida de todo mudo. Quero que pensem em mim, mas não quero ser inesquecível.

Parece estranho, mas não é. Descobri que a maioria das coisas inesquecíveis são coisas ruins. E que a gente não passa muito tempo degustando o que nos faz bem, mas remoendo o que nos fez ou faz mal.  Tudo que é bom, leve, não nos machuca e nem deixa cicatrizes. Ninguém fica no dia seguinte sentindo o imenso prazer que foi comer “aquele chocolate”! No entanto, se a gente perde o melhor pedaço (deixando cair no chão bem sujo, ou sendo tirado de nós), vamos passar um tempão pensando nisso. Substitua o chocolate por algo que seja muito importante que vai dar o mesmo resultado.  Pode ser que você não seja assim, mas eu sou!

Por isso não quero ser inesquecível!

Acabei de lembrar que o momento em que fui mais “lembrada” na vida e nas orações dos meus amigos e da minha família, foi quando estive doente (quase morrendo), e assim que comecei a melhorar, a vida voltou a sua rotina e todos puderam “esquecer” de mim, simplesmente porque eu já estava bem e podendo andar com minhas próprias pernas.

Fiquei sabendo que meu, recentíssimo,  ex-namorado está com alguém. A princípio o meu ego ficou chateado e até quis se rebelar, mas dei lhe um chega pra lá e ele se aquietou. Tava pensando que podia imperar (ego imperando, é perigoso, muito perigoso!). Disse umas poucas e boas pra ele e ficamos numa boa (eu e meu ego, e não eu e meu ex-namorado). Vamos pensar juntos: eu não estou com a pessoa; eu não quero mais a pessoa na minha vida; eu descobri que tenho um universo de diferenças e três ou quatro afinidades com a pessoa, enfim, não há mais vida nessa história. Faz sentido querer que “a pessoa” ainda esteja me querendo? Não faz sentindo. E se a gente se deixar levar por esse sentimento, estamos deixando que o pior e mais feio dos nossos lados se sobressaia. Eu não quero ser uma pessoa feia, quero ser alguém que goste de olhar no espelho, sobretudo, quero olhar o reflexo de alguém que eu admiro e respeito!

Conclusão: fiz tanto bem a ele que fui esquecidaJJJ


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Faz algum tempo que não escrevo...


Hoje acordei com vontade de me esvaziar um pouco dos meus pensamentos, e nada melhor do que escrever para aliviar esses excessos de reflexões.

Não sei quanto a vocês, mas às vezes tenho vergonha dos meus pensamentos. A gente é criado com tanta censura,  que é quase impossível exercer a liberdade de pensar. Tenho alguns pensamentos que não escrevo nem no mais secreto dos “diários”...vai que alguém ler depois que eu morrer?! J

Quando a gente começa a se questionar sobre alguns "por quês", tem que ter uma cabeça muito equilibrada para não pirar nas coisas sem justificativa.

Assisti um documentário que se chamava “A Janela da Alma”, no canal 53, Arte 1. Neste documentário, várias pessoas, famosas ou não, falavam sobre os olhos e o olhar sobre o mundo e as coisas. Saramago disse que nunca vivemos uma época  que se encaixasse tão perfeitamente ao Mito da Caverna, de Platão. Segundo ele, vivemos voltados para as paredes, acreditando nas sombras projetadas como “a” realidade. Teve um fotógrafo (que por sinal é cego), que falou uma frase muito linda: ele disse que “o verbo cria a imagem”, e deu o exemplo da obra de Michelangelo. Ele disse: Michelangelo não conheceu Moisés e não subiu o monte com ele, mas leu a história e criou a imagem, ou seja, a partir do verbo.  No entanto, hoje temos as imagens prontas, dadas por outros e não vamos mais aos verbos para construí-las a partir da nossa leitura. Saramago disse também, que algumas das misérias do mundo humano são explicadas, mas não se justificam (como a fome e a pobreza extrema em alguns lugares, etc).

Tenho vivido uma crise de fé em Deus...estou tentando reinventar a ideia de Deus em mim para voltar a acreditar em algumas coisas que sempre gostei de acreditar. Eu sei que tem gente boa e gente má, mas eu não sei mais como encaixar Deus nessa história. Mas, ainda não desisti!