Hoje acordei com vontade de me esvaziar um pouco dos meus pensamentos, e nada melhor do que escrever para aliviar esses excessos de reflexões.
Não sei
quanto a vocês, mas às vezes tenho vergonha dos meus pensamentos. A gente é
criado com tanta censura, que é quase
impossível exercer a liberdade de pensar. Tenho alguns pensamentos que não
escrevo nem no mais secreto dos “diários”...vai que alguém ler depois que eu
morrer?! J
Quando a gente começa a se questionar sobre alguns "por quês",
tem que ter uma cabeça muito equilibrada para não pirar nas coisas sem
justificativa.
Assisti um documentário que se chamava “A Janela da Alma”,
no canal 53, Arte 1. Neste documentário, várias pessoas, famosas ou não,
falavam sobre os olhos e o olhar sobre o mundo e as coisas. Saramago disse
que nunca vivemos uma época que se
encaixasse tão perfeitamente ao Mito da Caverna, de Platão. Segundo ele, vivemos
voltados para as paredes, acreditando nas sombras projetadas como “a”
realidade. Teve um fotógrafo (que por sinal é cego), que falou uma frase muito
linda: ele disse que “o verbo cria a imagem”, e deu o exemplo da obra de
Michelangelo. Ele disse: Michelangelo não conheceu Moisés e não subiu o monte
com ele, mas leu a história e criou a imagem, ou seja, a partir do verbo. No entanto, hoje temos as imagens prontas,
dadas por outros e não vamos mais aos verbos para construí-las a partir da
nossa leitura. Saramago disse também, que algumas das misérias do mundo humano
são explicadas, mas não se justificam (como a fome e a pobreza extrema em
alguns lugares, etc).
Tenho vivido uma crise de fé em Deus...estou tentando reinventar
a ideia de Deus em mim para voltar a acreditar em algumas coisas que sempre
gostei de acreditar. Eu sei que tem gente boa e gente má, mas eu não
sei mais como encaixar Deus nessa história. Mas, ainda não desisti!
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