segunda-feira, 4 de novembro de 2013

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As artes falam de nós mesmo quando não somos o artista. A música, a poesia, a literatura e outras formas de expressar sentimentos e idéias através de alguma arte, todas elas traduzem e falam de nós, muitas vezes,  melhor que nós mesmos!
Em uma cena do filme sobre Edith Piaf, quando ela está bem debilitada e alguns amigos e empresários vão mostrar para ela uma música, o compositor senta ao piano e começa a tocar e cantar. Ela pede para ele repetir e diz: sou eu, exatamente eu!
Como diz Milton Nascimento numa poesia musicada:
“Certas canções que ouço cabem tão dentro de mim,
Que perguntar carece,
Como não fui eu quem fiz?”

Sobre o filme de Edith Piaf:

Edith Piaf - Um Hino de Amor (2007) - Musica Non Je Ne Regrette Rien Legendado
Sinopse: A vida de Edith Piaf (Marion Cottilard) foi sempre uma batalha. Abandonada pela mãe, foi criada pela avó, dona de um bordel na Normandia. Dos 3 aos 7 anos de idade fica cega, recuperando-se milagrosamente. Mais tarde vive com o pai alcoólatra, a quem abandona aos 15 anos para cantar nas ruas de Paris. Em 1935 é descoberta por um dono de boate e neste mesmo ano grava seu primeiro disco. A vida sofrida é coroada com o sucesso internacional. Fama, dinheiro, amizades, mas também a constante vigilância da opinião pública.

A letra da música, e a tradução. Desafio alguém a ouvir e ficar imune!



Non, Je Ne Regrette Rien

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Ni le bien, qu'on m'a fait,
Ni le mal, tout ça m'est bien égal!

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
C'est payé, balayé, oublié,
Je m'en fous du passé.

Avec me souvenirs,
J'ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n'ai plus besoin d'eux.

Balayés les amours,
Avec leurs trémolos,
Balayés pour toujours,
Je repars à zéro.

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Ni le bien, qu'on m'a fait,
Ni le mal, tout ça m'est bien égal!

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Car ma vie, car mes joies,
Aujourd'hui, ça commence avec toi!


Não! Eu não lamento nada

Não! Nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal - isso tudo me é igual!

Não, nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado! (2)

Com minhas lembranças
Acendi o fogo (3)
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!

Varridos os amores
E todos os seus tremores (4)
Varridos para sempre
Recomeço do zero.

Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo me é bem igual!

Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias

Hoje, começam com você!

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