O que alguém representa para
mim é algo que só diz respeito a mim mesma. Quem cria a representação é o meu
olhar. Meu jeito de ser e construir esse
olhar interfere na criação, portanto, cabe a mim e somente a mim entender e
conviver com o resultado dessa dinâmica.
Estou falando sobre isso
porque muitas vezes as pessoas nos cobram ações que nunca poderíamos imaginar
que seriam esperadas de nós. Nos relacionamentos mais próximos isso é muito
comum. Colocando como exemplo apenas os casais, podemos ver claramente como
isso ocorre. Não se trata de expectativas. Esperar e desejar de uma relação é
super normal e saudável, mas o que é delicado e causa muita confusão, é querer
que o outro saiba o que está dentro de mim em relação ao que eu penso, sinto,
desejo e vejo dele (o outro).
No entanto, há uma
responsabilidade quando temos, pelo menos uma ideia do que representamos para o
outro. Se eu sei que você me ama (porque você deixou claro, claríssimo) e eu
não o amo com a mesma intensidade, devo ter o cuidado (isso eu entendo como um
comportamento ético), de não passar para você uma mensagem errada, uma mensagem
de duplo sentido que venha a gerar esperanças e expectativas suas em relação a “nós”.
Isso eu cobro e acho justo cobrar!
Fora isso, nada mais posso
exigir. Ninguém tem culpa de representar para o outro o “tudo” do outro. Sinto muito,
mas eu penso que neste caso, cada um com seus problemas...
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